Duas grandes exposições no IMS

Fui hoje ao Instituto Moreira Salles ver a exposição “Extremos: fotografias na coleção da Maison Européene de la Photographie – Paris”, uma das ótimas opções que a FotoRio nos oferece.
Trata-se do acervo da Maison Européene de la Photographie, que abriga a produção de grandes nomes da fotografia mundial.



Exposição muito bem montada, com uma curadoria inteligente e didática que, juntando trabalhos sob conceitos determinados, encaminha o espectador numa viagem que mostra uma época de transformações radicais na cultura e na comunicação.
Alguns dos fotógrafos que compõem a mostra: Ansel Adams, Bernard-Pierre Wolff, Bettina Rheims, Bill Brandt, Claudia Andujar, Diane Arbus, Don McCullin, Duane Michals, Edward Weston, Elliott Erwitt, Helmut Newton, Henri Cartier-Bresson, Irving Penn, Jeanloup Sieff, Manuel Álvarez Bravo, Marc Riboud, Martial Cherrier, Martin Parr, Miguel Rio Branco, Neil Armstrong, Pierre Verger, Raymond Depardon, Richard Avedon, Robert Frank, Robert Mapplethorpe, Rogério Reis,
Sebastião Salgado, Seymour Jacobs, Shomei Tomatsu, Vik Muniz.

http://www.fotorio.fot.br/2011/exposicoes.asp?cdt=4&cdl=808
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Feliz da vida com a visita da exposição de fotografias fui ver, no mesmo local, a exposição do desenhista Saul Steinberg.
Que maravilha! Uma das exposições mais impactantes que vi nos últimos tempos. Ver grande parte dos trabalhos (111 desenhos) de Steinberg é uma aula de arte.
Atentem para o trabalho “A linha”. Sensacional.
Portanto, se você for ao Instituto Moreira Salles, coloque um sapato confortável, pois você ficará horas por lá, vendo essas duas exposições.

Se você, por acaso, estiver com problema de tempo e tiver que escolher entre elas, veja a exposição do Steinberg.
Com certeza, uma exposição IMPERDÍVEL.

Link para a exposição “Uma aventura da linha”
http://ims.uol.com.br/Cinema/D17/P=707

Ah! e a casa onde fica o Instituto Moreira Salles é linda. Pode-se ficar por lá horas, sentado nos bancos sob as árvores, na cafeteria ou explorando os tesouros da lojinha.

Em tempo: ao fotografar o painel externo da exposição do Steinberg, bem que a gentil mocinha veio me alertar que não podia fotografar, mas eu já tinha feito o clique.

E esta foto acima não foi feita para afrontá-la, na verdade  só vi que a tinha feito ao abrir os arquivos em casa.
Foi totalmente sem querer.

Vers le chaos.

Outro dia vi uma enquete que dizia que a maioria dos jovens prefere assistir filmes dublados.
Fiquei assustado com esse dado.
Começam escrevendo nessa linguagem “internética” capenga, mal conseguem ler duas páginas seguidas de um livro, o estudo foi substituído pelo Google e ler legenda em filmes cansa.
Será que o Saramago, que tinha até um blog, tinha razão quando disse numa entrevista ao Globo: “Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.
Será?

Só queria entender…

Coisas que estranho:
Ficam martelando na cabeça das pessoas que elas devem fotografar em RAW, que devem calibrar o monitor toda semana, que não se deve usar filtro na frente das objetivas para não perder qualidade, que as fotos devem ser tratadas com esmero, etc., etc., etc. e depois ficam fotografando com celular e distorcendo as imagens com filtros simplórios ou efeitos toscos de Photoshop.
Só queria entender…

Escadaria do Selaron

Se vocês não conhecem a escadaria coberta de azulejos que liga a Lapa à Santa Teresa, vale a pena uma visita. Feita pelo Selaron, um chileno boa gente, se tornou uma atração turística da cidade e recebe a visita de turistas o tempo todo.
Ela começa na rua Joaquim Silva e vai até o Convento de Santa Teresa.