Só queria entender…

Coisas que estranho:
Ficam martelando na cabeça das pessoas que elas devem fotografar em RAW, que devem calibrar o monitor toda semana, que não se deve usar filtro na frente das objetivas para não perder qualidade, que as fotos devem ser tratadas com esmero, etc., etc., etc. e depois ficam fotografando com celular e distorcendo as imagens com filtros simplórios ou efeitos toscos de Photoshop.
Só queria entender…

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7 Respostas para “Só queria entender…

  1. Sergio;

    Não há o que entender.
    A experimentação faz parte do aprendizado. Trabalhar profissionalmente com as melhores ferramentas faz parte do negócio (isso inclui fotografar em RAW, com as melhores objetivas Zeiss ou Schneider sem filtros, e visualizá-las em monitores de 1@ linha, calibrados.
    Fotografar com celulares e usar os recursos (são milhares, e só vão aumentar de número, pode acreditar) é diversão. O mais importante porém, é que aplicativos como o Instagram são *comunidades virtuais* mais eficientes que Twitter e Facebook por serem focadas, temáticas e automaticamente limitantes (é preciso um iPhone, que custa caro). Pura diversão, e saudável.
    Não tem absolutamente NADA a ver com fotografia profissional.
    Insistir em não enxergar isso é teimosia…
    🙂
    Clicio

    • Clicio, my dear
      Claro que eu estou dando uma provocada quando generalizo. O problema não é a ferramenta para a foto de serviço e a de diversão. O que eu vejo é se está fotografando muito de celular e o pessoal só está vendo (ou vendo muito) essas fotos despojadas e vê cada vez menos as fotos “bem feitas”.
      Há quanto tempo não vejo uma foto sua “caprichada”? Só tenho visto fotos de celular, algumas bem criativas.
      Realmente não sei, olhando-se panoramicamente, se a exibição excessiva dessas fotos não pode causar mal ao jovens fotógrafos, que acabam achando que fotografia é só isso.
      A continuar assim, daqui a pouco o povo instagrameiro esquece como se fotografa com câmera profissional.

  2. Different strokes for different folks… O que muda é a intenção, e o desprendimento das imagens destinadas ao instagram é exatamente não ter todo o formalismo usual da captação que almeja “a maior qualidade possível”. Eu não uso, mas aprecio ver quando é algo bem captado, com alguma sensibilidade, já quando é “just another hipster” pensando que virou fotografo (ou artista)…

  3. Salve Sergio.
    Uma coisa é certa, fotografa se a todo momento – de uma forma ou de outra.
    Mesmo que seja por diversão, ou profissionalmente…
    O que não dá, nem deve acontecer, é o entusiasta dos filtros iphônicos achar que dalí sai um grande fotografo – por melhor que seja a foto iphônica.
    Na hora de “viver disso” profissionalmente, tem muito mais coisa em jogo.

    Grande abr.

    ps. Parabéns pelo blog. Vaos acompanhar.

  4. A Apple conseguiu algo interessantíssimo que foi transformar-se em uma marca icônica. Fotografar descompromissadamente sempre foi possível, mas não era feito -ou nem tanto. A justificativa de ser uma fotografia descompromissada ou ligeira seria mais perfeita caso sempre tivesse havido tal busca na mesma intensidade. Não há como deixar de pensar que o prestígio da fotografia com o gadget provém da iconicidade da marca. Agora mesmo ocorre uma conversa em uma lista onde um defeito de um monitor Apple, ter muito brilho, é atribuído ao usuário não saber escolher…
    Há imagens demais no mundo.

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