Fototech-Rio e o dia da fotografia

A Associação de Fotógrafos Fototech, através de sua regional do Rio de Janeiro, promoveu uma projeção de fotos de seus associados em homenagem ao dia mundial da fotografia. Vinte e nove  fotógrafos, profissionais e amadores, participaram enviando  fotos que registrassem sua visão sobre o Rio de Janeiro.
Para ver o vídeo com a apresentação completa siga esse link:

http://www.fototech.com.br/blog/2011/homenagem-carioca-ao-dia-mundial-da-fotografia

Também participei do evento e mostro aqui  as 5 fotos minhas que foram selecionadas e fizeram parte do vídeo.

Parabéns à Fototech-Rio e aos fotógrafos que participaram desse evento.

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Direto do túnel do tempo…

Continuando a série, apresento hoje uma descoberta arqueológica interessante. Esses objetos foram encontrados no fundo de uma gaveta da geladeira do estúdio, quando da recente mudança.

São chassis de filme para câmera 4×5.
Dentro dessas estruturas pretas era colocado o filme em folha (ou chapa). Entrava um de cada lado do chassis.
Fotografávamos (alguns do nós), por segurança, em duplicata. Em uma chapa  se cravava a fotometria (que se chamava então de fotometragem) e na outra, do outro lado do chassis, se repetia o clique abrindo 1/2 ou 1 stop. Na hora de revelar se revelava uma chapa e deixava-se a outra na espera, caso se tivesse que mandar puxar ou reduzir a revelação para conseguir a imagem correta. Tínhamos que ter esse cuidado de crepar o dark slide e avisar ao laboratório para não revelar. No escuro, sem esse cuidado do crepe, eles poderiam fazer confusão e revelar a chapa errada. Ah, sim, no escuro pois o filme tinha que ser retirado do chassis e colocado na processadora na escuridão total. Darkroom.
Esse achado arqueológico data de fevereiro de 2006 e estou com vontade de mandar revelar para ver o bicho  que vai dar.
A propósito: Velvia era a marca do filme, feito pela Fuji e 100 a sensibilidade da emulsão (ISO)

Outra descoberta feita nessa mesma geladeira foram filmes instantâneos, preto e branco e colorido.
Esse polaroide preto e brando era fantástico, tinha uma qualidade de imagem excelente. O velho polapan.
O outro objeto paleolítico na imagem é o instantâneo colorido da Fuji, que dava um banho de qualidade no instantâneo da Polaroide. Aliás, com o Polaroide aconteceu a mesma coisa que com outras marcas que, de tão famosas, deixaram de ser marcas e viraram substantivos. Como por exemplo: gilete, eucatex, isopor e até a brahma num certo momento. Esse instantâneo da Fuji chegava a ser chamado de polaroide da Fuji.
A outra descoberta é o tão falado e conceituado filme 120. Esse era o Provia, da Fuji, filme de  de grão finíssimo e polivalente. Era (é?) um filme de ISO 100 (na época chamava-se ASA), mas o mais famoso era o de ISO 50. Que não era ISO 50, mas essa é outra estória.

Direto do túnel do tempo…