GALERIA LARGO DAS ARTES FAZ 4 ANOS

Festejando seu quarto aniversário a galeria Largo das Artes está com uma coletiva de artistas até o mês de novembro.
Faço parte  dessa coletiva com duas fotos da minha série “Bailarinas” e estou muito contente em iniciar essa parceria com  Largo das Artes.
Aproveito para agradecer à Delfina que foi a batalhadora dessa conquista.
Numa tarde em que havia inúmeras inaugurações de exposições no mesmo horário, ainda assim a vernissage foi concorrida e a tarde foi muito agradável.

Eu e Delfina, com as minhas duas bailarinas ao fundo.

Com Martha Pagy, sócia da galeria (à esquerda da foto ) e Débora Monerah

Com os amigos André Vallejo e Aurinha, sua esposa. Foto da Delfina (câmera do Vallejo).

As fotos são do Vallejo e salvaram a tarde, pois minha possante S95, talvez emocionada com o evento, teve uma crise catatônica e resolveu não funcionar.

Tentando decidir o que faria com a S95. Se jogava na parede ou se pisoteava. Atendendo aos apelos da Delfina, vou mandá-la para o conserto. Foi salva por muito pouco.
Em breve vou colocar o ensaio das bailarinas completo no site, mas se alguém quiser ver as da exposição de perto, deem um pulo lá no Largo das Artes. A galeria é muito bonita, a exposição está um show e ainda dá para tomar um cafezinho no bistrô/sebo que fica embaixo. Tem um post sobre ele, aí no blog..

Anúncios

Fototech-Rio e o dia da fotografia

A Associação de Fotógrafos Fototech, através de sua regional do Rio de Janeiro, promoveu uma projeção de fotos de seus associados em homenagem ao dia mundial da fotografia. Vinte e nove  fotógrafos, profissionais e amadores, participaram enviando  fotos que registrassem sua visão sobre o Rio de Janeiro.
Para ver o vídeo com a apresentação completa siga esse link:

http://www.fototech.com.br/blog/2011/homenagem-carioca-ao-dia-mundial-da-fotografia

Também participei do evento e mostro aqui  as 5 fotos minhas que foram selecionadas e fizeram parte do vídeo.

Parabéns à Fototech-Rio e aos fotógrafos que participaram desse evento.

Direto do túnel do tempo…

Continuando a série, apresento hoje uma descoberta arqueológica interessante. Esses objetos foram encontrados no fundo de uma gaveta da geladeira do estúdio, quando da recente mudança.

São chassis de filme para câmera 4×5.
Dentro dessas estruturas pretas era colocado o filme em folha (ou chapa). Entrava um de cada lado do chassis.
Fotografávamos (alguns do nós), por segurança, em duplicata. Em uma chapa  se cravava a fotometria (que se chamava então de fotometragem) e na outra, do outro lado do chassis, se repetia o clique abrindo 1/2 ou 1 stop. Na hora de revelar se revelava uma chapa e deixava-se a outra na espera, caso se tivesse que mandar puxar ou reduzir a revelação para conseguir a imagem correta. Tínhamos que ter esse cuidado de crepar o dark slide e avisar ao laboratório para não revelar. No escuro, sem esse cuidado do crepe, eles poderiam fazer confusão e revelar a chapa errada. Ah, sim, no escuro pois o filme tinha que ser retirado do chassis e colocado na processadora na escuridão total. Darkroom.
Esse achado arqueológico data de fevereiro de 2006 e estou com vontade de mandar revelar para ver o bicho  que vai dar.
A propósito: Velvia era a marca do filme, feito pela Fuji e 100 a sensibilidade da emulsão (ISO)

Outra descoberta feita nessa mesma geladeira foram filmes instantâneos, preto e branco e colorido.
Esse polaroide preto e brando era fantástico, tinha uma qualidade de imagem excelente. O velho polapan.
O outro objeto paleolítico na imagem é o instantâneo colorido da Fuji, que dava um banho de qualidade no instantâneo da Polaroide. Aliás, com o Polaroide aconteceu a mesma coisa que com outras marcas que, de tão famosas, deixaram de ser marcas e viraram substantivos. Como por exemplo: gilete, eucatex, isopor e até a brahma num certo momento. Esse instantâneo da Fuji chegava a ser chamado de polaroide da Fuji.
A outra descoberta é o tão falado e conceituado filme 120. Esse era o Provia, da Fuji, filme de  de grão finíssimo e polivalente. Era (é?) um filme de ISO 100 (na época chamava-se ASA), mas o mais famoso era o de ISO 50. Que não era ISO 50, mas essa é outra estória.

Direto do túnel do tempo…

 

 

 

Arte em baixo e in riba

Neste mesmo sábado ainda teve a inauguração de duas exposições na galeria Largo das Artes, uma charmosa galeria de arte que fica num sobrado no Largo de São Francisco, no centro da cidade.
Foram as exposições “Impermanência” da Valéria Costa Pinto e a “Cor e Fragmento” de fotos do Fernando Mello.
Duas ótimas exposições.



Na parte de baixo do prédio onde fica o Largo das Artes tem um sebo que é o mais charmoso do Rio, na minha opinião.
É o Caffè Olé / Letra Viva
Vejam o look do local:


Pra quem gosta, tem uma coleção bastante variada de gibis.
Gibi= termo usado na era mesozoica para designar quadrinhos, comics.

Detalhe: uma parte do piso da galeria é o teto do sebo.

Também funciona lá um bistrô, para alimentar a fome que não a do espírito.


E como charme pouco é bobagem, vejam o adorno que estava sobre o livro do Helmut Newton:

 

 

Exposições no MAM

Ontem, sábado 24 de julho, inaugurou mais uma exposição de fotos no Rio. Foi no Museu de Arte Moderna, que apresenta a exposição “Fotografias – Coleção Joaquim Paiva”, com 134 obras, de 69 artistas estrangeiros, pertencentes à coleção Joaquim Paiva em comodato com o MAM desde 2005. A mostra marca a inclusão de mais de 450 obras internacionais ao comodato, que já possuía aproximadamente 1090 trabalhos de artistas brasileiros, totalizando agora cerca de 1500 fotografias. Nesta exposição, ao lado de de artistas contemporâneos como Ayoung Kim, Alejandro Cartagena e Go Sugimoto, estão obras de nomes consagrados como Diane Arbus, Grete Stern e Ansel Adams, com uma série de 5 fotos absolutamente espetaculares. Só elas já valem a visita ao MAM. A exposição tem curadoria do Luiz Camilo Osorio.

As pequenas maravilhas do Ansel Adams

Mais uma exposição imperdível no Rio. E ainda em exposição no MAM, até 14 de agosto,  as formidáveis esculturas do José Rezende.

Finalizando a visita ao MAM ainda fui rever, pela enésima vez, parte a exposição Coleção Gilberto Chateaubriand, que está também no museu em regime de comodato. Internacionalmente conhecida como o mais completo conjunto de arte moderna e contemporânea brasileira, e cujas cerca de quatro mil peças compõem um impressionante painel do período em um só museu do País. A coleção tem trabalhos pioneiros da década de 10, como os de de Anita Malfatti (duas paisagens de 1912 e O Farol, de 1915), e prossegue através do modernismo de Tarsila do Amaral (o Urutu, de 1928), Lasar Segall, Di Cavalcanti, Ismael Nery, Vicente do Rego Monteiro, Portinari, Pancetti, Goeldi e Djanira, entre outros. Desenvolve-se através dos embates dos anos 50 entre geometria e informalismo, das atitudes engajadas e transgressoras da Nova Figuração dos anos 60 e da arte conceitual da década seguinte, dos artistas que constituíram a Geração 80, até desembocar nos mais jovens artistas surgidos nos dois ou três últimos anos. O colecionador reuniu praticamente todos os artistas que conquistaram um lugar de destaque internacional para a arte brasileira: Aluísio Carvão, Ivan Serpa, Antônio Dias, Rubens Gerchman, Carlos Vergara, Roberto Magalhães, Wesley Duke Lee, Nelson Leirner, Artur Barrio, Antônio Manuel, Jorge Guinle, Daniel Senise, José Bechara, Rosangela Rennó e Ernesto Neto, e centenas de outros não menos destacados (são cerca de 400 artistas no total). Texto em itálico retirado do site do MAM.

Algumas obras da coleção

Nelson Leirner

Sergio Camargo