Paris, la nuit

No Centro Cultural Correios está sendo exibida uma mostra de fotos de Brassaï, fechando com chave de ouro a temporada 2011 de exposições de fotos no Rio de Janeiro. Este foi um ano muito bom.
A exposição está impecável e a série “Paris la nuit” é um dos trabalhos mais conhecidos de Brassaï.
A visão de uma Paris deserta, noturna, junto com alguns de seus personagens, em momentos íntimos, é de um voyerismo e beleza únicos.
É a revelação dos segredos da noite parisiense, acumpliciado com as  luzes da cidade.
São mais de 100 fotos que, além de serem um documento precioso do trabalho de um dos maiores fotógrafos da história, também são uma viagem no tempo.
As fotos encantam.
Eu sai encantado, tanto que não visitei nenhuma das outras boas exposições que estão acontecendo lá no CCC.
Era  muita beleza e poesia nos olhos para correr o risco de contaminá-las com qualquer outra coisa.

Volto outro dia para ver as outras, além de outras muitas visitas para rever Brassaï.

A entrada é franca, o que torna inadmissível não visitar essa exposição.

 

 

Quer ver mais fotos do Brassaï?
http://bit.ly/u5J1k6

BRASSAÏ
De 23 de Novembro a 8 de Janeiro
Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro)
Entrada Franca
Informações: (21) 2253-1518

Uma linda exposição no CCBB-RJ – “Índia!”

Estive neste final de semana no CCBB para ver a  mostra  “Índia!”, exposição temática, interativa e multimeios que retrata a cultura indiana.
Na mostra podemos ter uma visão, ainda que tênue, do grande caldeirão de culturas que é esse país, com mais de 5.000 anos de história, seis religiões, 200 etnias, 23 línguas oficiais e mais de 1 bilhão de habitantes.
Em exposição 380 peças ao todo, tentam ilustrar as tradições e a realidade desse  país contraditório. São exibidos desde roupas tradicionais e cartazes dos filmes de Bollywood, até ícones religiosos dos templos e retratos de figuras como Mahatma Gandhi e madre Teresa de Calcutá.
As fotografias de Raghu Rai e Raghubir Singh nos dão uma ideia  dessa terra exótica, de intensos rituais religiosos, tradições fortes e do caos desse mega país.
“A Índia sempre foi um caldeirão de culturas”, diz Pieter Tjabbes, curador da exposição. “Fizemos uma mostra com muitas cenas do dia a dia, da vida como ela é.”
A exposição mostra também cenas do cotidiano e dá grande destaque a uma paixão dos indianos: a narração de estórias. Sob curadoria de um expert no assunto, o indiano Dadi Pudumjee, há marionetes, fantoches, bonecos de sombras e filmetes com a exibição de contadores de estória.
A crítica que faço a essa montagem é em relação à iluminação. Com a intenção, ao que parece,  de fazer uma iluminação cenográfica, várias peças estão com iluminação precária, dificultando sua visualização e existem vários buracos na iluminação com sombras que incomodam,  assim como  uma potência de iluminação muito baixa em várias salas.
Uma pena, pois a mostra está muito bonita e merecia uma iluminação mais cuidada e atenta.
Tentei mostrar a diversidade e grandiosidade da mostra nas fotos abaixo, mas fiquei longe de ter êxito na missão.

Enfim, uma exposição a não se perder.

ART RIO – O Rio se orgulhou

 

Terminou este fim de semana o ART RIO, evento que movimentou a zona portuária, em processo de revitalização (parece que a sério deste vez) com o projeto Porto Maravilha.
A organizadora Elisangela Valadares explicou a escolha da região portuária para a realização da feira:
“- Escolhemos o Píer Mauá porque não podíamos ficar fora dessa revitalização incrível do Porto Maravilha. Os armazéns atendem perfeitamente a nossa ideia de crescer cada vez mais, pois é um lugar fantástico e com potencial enorme. O Rio de Janeiro é o celeiro das artes. Os principais artistas brasileiros são cariocas. Queremos fazer uma transformação na história da arte nessa cidade”.

Foi um evento espetacular e o Rio se orgulhou de tê-lo proporcionado.

Como sou fotógrafo e não crítico de artes, deixo aqui parte da minha impressão visual do evento.













E para terminar o dia, nada melhor do que um belo entardecer, justificando o nome do projeto: Porto Maravilha!

GALERIA LARGO DAS ARTES FAZ 4 ANOS

Festejando seu quarto aniversário a galeria Largo das Artes está com uma coletiva de artistas até o mês de novembro.
Faço parte  dessa coletiva com duas fotos da minha série “Bailarinas” e estou muito contente em iniciar essa parceria com  Largo das Artes.
Aproveito para agradecer à Delfina que foi a batalhadora dessa conquista.
Numa tarde em que havia inúmeras inaugurações de exposições no mesmo horário, ainda assim a vernissage foi concorrida e a tarde foi muito agradável.

Eu e Delfina, com as minhas duas bailarinas ao fundo.

Com Martha Pagy, sócia da galeria (à esquerda da foto ) e Débora Monerah

Com os amigos André Vallejo e Aurinha, sua esposa. Foto da Delfina (câmera do Vallejo).

As fotos são do Vallejo e salvaram a tarde, pois minha possante S95, talvez emocionada com o evento, teve uma crise catatônica e resolveu não funcionar.

Tentando decidir o que faria com a S95. Se jogava na parede ou se pisoteava. Atendendo aos apelos da Delfina, vou mandá-la para o conserto. Foi salva por muito pouco.
Em breve vou colocar o ensaio das bailarinas completo no site, mas se alguém quiser ver as da exposição de perto, deem um pulo lá no Largo das Artes. A galeria é muito bonita, a exposição está um show e ainda dá para tomar um cafezinho no bistrô/sebo que fica embaixo. Tem um post sobre ele, aí no blog..

Arte em baixo e in riba

Neste mesmo sábado ainda teve a inauguração de duas exposições na galeria Largo das Artes, uma charmosa galeria de arte que fica num sobrado no Largo de São Francisco, no centro da cidade.
Foram as exposições “Impermanência” da Valéria Costa Pinto e a “Cor e Fragmento” de fotos do Fernando Mello.
Duas ótimas exposições.



Na parte de baixo do prédio onde fica o Largo das Artes tem um sebo que é o mais charmoso do Rio, na minha opinião.
É o Caffè Olé / Letra Viva
Vejam o look do local:


Pra quem gosta, tem uma coleção bastante variada de gibis.
Gibi= termo usado na era mesozoica para designar quadrinhos, comics.

Detalhe: uma parte do piso da galeria é o teto do sebo.

Também funciona lá um bistrô, para alimentar a fome que não a do espírito.


E como charme pouco é bobagem, vejam o adorno que estava sobre o livro do Helmut Newton:

 

 

Exposições no MAM

Ontem, sábado 24 de julho, inaugurou mais uma exposição de fotos no Rio. Foi no Museu de Arte Moderna, que apresenta a exposição “Fotografias – Coleção Joaquim Paiva”, com 134 obras, de 69 artistas estrangeiros, pertencentes à coleção Joaquim Paiva em comodato com o MAM desde 2005. A mostra marca a inclusão de mais de 450 obras internacionais ao comodato, que já possuía aproximadamente 1090 trabalhos de artistas brasileiros, totalizando agora cerca de 1500 fotografias. Nesta exposição, ao lado de de artistas contemporâneos como Ayoung Kim, Alejandro Cartagena e Go Sugimoto, estão obras de nomes consagrados como Diane Arbus, Grete Stern e Ansel Adams, com uma série de 5 fotos absolutamente espetaculares. Só elas já valem a visita ao MAM. A exposição tem curadoria do Luiz Camilo Osorio.

As pequenas maravilhas do Ansel Adams

Mais uma exposição imperdível no Rio. E ainda em exposição no MAM, até 14 de agosto,  as formidáveis esculturas do José Rezende.

Finalizando a visita ao MAM ainda fui rever, pela enésima vez, parte a exposição Coleção Gilberto Chateaubriand, que está também no museu em regime de comodato. Internacionalmente conhecida como o mais completo conjunto de arte moderna e contemporânea brasileira, e cujas cerca de quatro mil peças compõem um impressionante painel do período em um só museu do País. A coleção tem trabalhos pioneiros da década de 10, como os de de Anita Malfatti (duas paisagens de 1912 e O Farol, de 1915), e prossegue através do modernismo de Tarsila do Amaral (o Urutu, de 1928), Lasar Segall, Di Cavalcanti, Ismael Nery, Vicente do Rego Monteiro, Portinari, Pancetti, Goeldi e Djanira, entre outros. Desenvolve-se através dos embates dos anos 50 entre geometria e informalismo, das atitudes engajadas e transgressoras da Nova Figuração dos anos 60 e da arte conceitual da década seguinte, dos artistas que constituíram a Geração 80, até desembocar nos mais jovens artistas surgidos nos dois ou três últimos anos. O colecionador reuniu praticamente todos os artistas que conquistaram um lugar de destaque internacional para a arte brasileira: Aluísio Carvão, Ivan Serpa, Antônio Dias, Rubens Gerchman, Carlos Vergara, Roberto Magalhães, Wesley Duke Lee, Nelson Leirner, Artur Barrio, Antônio Manuel, Jorge Guinle, Daniel Senise, José Bechara, Rosangela Rennó e Ernesto Neto, e centenas de outros não menos destacados (são cerca de 400 artistas no total). Texto em itálico retirado do site do MAM.

Algumas obras da coleção

Nelson Leirner

Sergio Camargo

Realidade aumentada e Xico Chaves

Fui hoje no Oi Futuro Flamengo para assistir a palestra do  Daniel Gelder sobre Realidade Aumentada. Ele é o vice-presidente da Metaio, a maior empresa do mundo dedicada a produzir livros e aplicativos com essa tecnologia. Alimentando o debate estava Rogério da Costa, Doutor em História da Filosofia pela Université de Paris IV e professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP. O tema da discussão, além da apresentação dos trabalhos produzidos pela Metaio, foi sobre como o muro entre o virtual e o real está cada vez mais estreito e como pode-se oscilar entre um e outro facilmente, quase que com a mesma facilidade com que controlamos  um potenciômetro, aumentado ou diminuindo essa distância. Brevemente já teremos cidades preparadas para interagir com as tecnologias da Realidade Aumentada, quando então poderemos, por exemplo, apontar nossos smart-phones ou tablets para um edifício e recebermos todas as informações concernentes a esse prédio.
Sugiro uma visita ao site da Metaio http://www.metaio.com/ para se ver como a coisa está ficando séria.

Rogério e Daniel

Ao chegar no prédio da Oi Futuro aproveitei e fui ver a instalação do Xico Chaves, no andar térreo, ARTES VISUAIS – ÓRBITA – POÉTICA – XICO CHAVES
“A mostra é uma síntese panorâmica da produção do artista Xico Chaves que, desde a década de 70, vem trabalhando com diversas mídias simultaneamente. O projeto se desdobra em duas vertentes distintas, porém complementares, envolvendo a realização de uma exposição multimídia e a edição de um livro. “Órbita – Poética – Xico Chaves” busca dar o destaque merecido a um dos personagens mais importantes e atuantes da recente história da cultura contemporânea brasileira.” (texto copiado do release de apresentação).

Fiquei também muito surpreso e feliz ao ver que no módulo “Poemas sonoros eletroacústicos” da instalação está um trabalho meu, dos tempos em que era músico,  chamado “Meu endereço”, que fiz em cima de um poema do Xico, lá pelos idos da década de 70.

Pra quem não conhece a obra do Xico Chaves essa é uma imperdível ocasião de conhecer o trabalho desse incansável batalhador cultural e poeta intrigante e para quem conhece, uma ótima oportunidade de rever o trabalho do Xico ao longo desses anos.