Uma linda exposição no CCBB-RJ – “Índia!”

Estive neste final de semana no CCBB para ver a  mostra  “Índia!”, exposição temática, interativa e multimeios que retrata a cultura indiana.
Na mostra podemos ter uma visão, ainda que tênue, do grande caldeirão de culturas que é esse país, com mais de 5.000 anos de história, seis religiões, 200 etnias, 23 línguas oficiais e mais de 1 bilhão de habitantes.
Em exposição 380 peças ao todo, tentam ilustrar as tradições e a realidade desse  país contraditório. São exibidos desde roupas tradicionais e cartazes dos filmes de Bollywood, até ícones religiosos dos templos e retratos de figuras como Mahatma Gandhi e madre Teresa de Calcutá.
As fotografias de Raghu Rai e Raghubir Singh nos dão uma ideia  dessa terra exótica, de intensos rituais religiosos, tradições fortes e do caos desse mega país.
“A Índia sempre foi um caldeirão de culturas”, diz Pieter Tjabbes, curador da exposição. “Fizemos uma mostra com muitas cenas do dia a dia, da vida como ela é.”
A exposição mostra também cenas do cotidiano e dá grande destaque a uma paixão dos indianos: a narração de estórias. Sob curadoria de um expert no assunto, o indiano Dadi Pudumjee, há marionetes, fantoches, bonecos de sombras e filmetes com a exibição de contadores de estória.
A crítica que faço a essa montagem é em relação à iluminação. Com a intenção, ao que parece,  de fazer uma iluminação cenográfica, várias peças estão com iluminação precária, dificultando sua visualização e existem vários buracos na iluminação com sombras que incomodam,  assim como  uma potência de iluminação muito baixa em várias salas.
Uma pena, pois a mostra está muito bonita e merecia uma iluminação mais cuidada e atenta.
Tentei mostrar a diversidade e grandiosidade da mostra nas fotos abaixo, mas fiquei longe de ter êxito na missão.

Enfim, uma exposição a não se perder.

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O desencontro e a Floresta

Acordei e, como tinha planejado,  fui para a cidade encontrar com Delfina e um sobrinho dela, de Brasília. Tinha planejado irmos a várias exposições de fotografia que estariam sendo exibidas no Centro de Artes Hélio Oiticica e em galerias ao redor.
Digo “estariam” pois não não estavam mais. Lá chegando encontrei as portas fechadas, pois as exposições já haviam terminado há uma semana e eu, ao escolher as exposições,
não reparei no dia do término. Detalhe besta.
Sem ter o que fazer fui dar um passeio com o sobrinho pela cidade e resolvi ir à Floresta da Tijuca.
Duas de suas principais atrações, a par a magnífica floresta que foi toda plantada por ordem de D. Pedro II e que se transformou na maior floresta urbana do mundo, ficam logo no princípio. A Cascatinha Taunay e a Capela Mayrink.



Vista do altar, com os painéis de Nossa Senhora do Carmo, São Simão Stock, São João da Cruz e o Purgatório, obras de Cândido Portinari, ofertados pelos moradores do Alto da Boa Vista.
Daí pode-se pegar uma pequena trilha, margeando um rio, que conduz ao Centro de Visitantes, onde rola uma bem montada exposição sobre a Floresta da Tijuca.


Isso é só o começo. A Floresta é muito grande e oferece muitas atrações, principalmente se você gosta de andar a pé ou de bicicleta, pois existem muitas trilhas e em todo o parque há ciclovias.

Voltando para casa me deparo, ao parar num sinal de trânsito, com essa cena. Uma artista de rua e um espectador sério e super atento.
Não têm nada a ver com a Floresta, mas achei legal e resolvi postar também.