Exposições no MAM

Ontem, sábado 24 de julho, inaugurou mais uma exposição de fotos no Rio. Foi no Museu de Arte Moderna, que apresenta a exposição “Fotografias – Coleção Joaquim Paiva”, com 134 obras, de 69 artistas estrangeiros, pertencentes à coleção Joaquim Paiva em comodato com o MAM desde 2005. A mostra marca a inclusão de mais de 450 obras internacionais ao comodato, que já possuía aproximadamente 1090 trabalhos de artistas brasileiros, totalizando agora cerca de 1500 fotografias. Nesta exposição, ao lado de de artistas contemporâneos como Ayoung Kim, Alejandro Cartagena e Go Sugimoto, estão obras de nomes consagrados como Diane Arbus, Grete Stern e Ansel Adams, com uma série de 5 fotos absolutamente espetaculares. Só elas já valem a visita ao MAM. A exposição tem curadoria do Luiz Camilo Osorio.

As pequenas maravilhas do Ansel Adams

Mais uma exposição imperdível no Rio. E ainda em exposição no MAM, até 14 de agosto,  as formidáveis esculturas do José Rezende.

Finalizando a visita ao MAM ainda fui rever, pela enésima vez, parte a exposição Coleção Gilberto Chateaubriand, que está também no museu em regime de comodato. Internacionalmente conhecida como o mais completo conjunto de arte moderna e contemporânea brasileira, e cujas cerca de quatro mil peças compõem um impressionante painel do período em um só museu do País. A coleção tem trabalhos pioneiros da década de 10, como os de de Anita Malfatti (duas paisagens de 1912 e O Farol, de 1915), e prossegue através do modernismo de Tarsila do Amaral (o Urutu, de 1928), Lasar Segall, Di Cavalcanti, Ismael Nery, Vicente do Rego Monteiro, Portinari, Pancetti, Goeldi e Djanira, entre outros. Desenvolve-se através dos embates dos anos 50 entre geometria e informalismo, das atitudes engajadas e transgressoras da Nova Figuração dos anos 60 e da arte conceitual da década seguinte, dos artistas que constituíram a Geração 80, até desembocar nos mais jovens artistas surgidos nos dois ou três últimos anos. O colecionador reuniu praticamente todos os artistas que conquistaram um lugar de destaque internacional para a arte brasileira: Aluísio Carvão, Ivan Serpa, Antônio Dias, Rubens Gerchman, Carlos Vergara, Roberto Magalhães, Wesley Duke Lee, Nelson Leirner, Artur Barrio, Antônio Manuel, Jorge Guinle, Daniel Senise, José Bechara, Rosangela Rennó e Ernesto Neto, e centenas de outros não menos destacados (são cerca de 400 artistas no total). Texto em itálico retirado do site do MAM.

Algumas obras da coleção

Nelson Leirner

Sergio Camargo

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Duas grandes exposições no IMS

Fui hoje ao Instituto Moreira Salles ver a exposição “Extremos: fotografias na coleção da Maison Européene de la Photographie – Paris”, uma das ótimas opções que a FotoRio nos oferece.
Trata-se do acervo da Maison Européene de la Photographie, que abriga a produção de grandes nomes da fotografia mundial.



Exposição muito bem montada, com uma curadoria inteligente e didática que, juntando trabalhos sob conceitos determinados, encaminha o espectador numa viagem que mostra uma época de transformações radicais na cultura e na comunicação.
Alguns dos fotógrafos que compõem a mostra: Ansel Adams, Bernard-Pierre Wolff, Bettina Rheims, Bill Brandt, Claudia Andujar, Diane Arbus, Don McCullin, Duane Michals, Edward Weston, Elliott Erwitt, Helmut Newton, Henri Cartier-Bresson, Irving Penn, Jeanloup Sieff, Manuel Álvarez Bravo, Marc Riboud, Martial Cherrier, Martin Parr, Miguel Rio Branco, Neil Armstrong, Pierre Verger, Raymond Depardon, Richard Avedon, Robert Frank, Robert Mapplethorpe, Rogério Reis,
Sebastião Salgado, Seymour Jacobs, Shomei Tomatsu, Vik Muniz.

http://www.fotorio.fot.br/2011/exposicoes.asp?cdt=4&cdl=808
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Feliz da vida com a visita da exposição de fotografias fui ver, no mesmo local, a exposição do desenhista Saul Steinberg.
Que maravilha! Uma das exposições mais impactantes que vi nos últimos tempos. Ver grande parte dos trabalhos (111 desenhos) de Steinberg é uma aula de arte.
Atentem para o trabalho “A linha”. Sensacional.
Portanto, se você for ao Instituto Moreira Salles, coloque um sapato confortável, pois você ficará horas por lá, vendo essas duas exposições.

Se você, por acaso, estiver com problema de tempo e tiver que escolher entre elas, veja a exposição do Steinberg.
Com certeza, uma exposição IMPERDÍVEL.

Link para a exposição “Uma aventura da linha”
http://ims.uol.com.br/Cinema/D17/P=707

Ah! e a casa onde fica o Instituto Moreira Salles é linda. Pode-se ficar por lá horas, sentado nos bancos sob as árvores, na cafeteria ou explorando os tesouros da lojinha.

Em tempo: ao fotografar o painel externo da exposição do Steinberg, bem que a gentil mocinha veio me alertar que não podia fotografar, mas eu já tinha feito o clique.

E esta foto acima não foi feita para afrontá-la, na verdade  só vi que a tinha feito ao abrir os arquivos em casa.
Foi totalmente sem querer.